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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013







AS HORAS DISTANTES
Kate Morton



Editora ROCCO
Tradução: Geni Hirata
Romance Inglês - 2012 - 635 pg

Sinopse:

Edie Burchil e sua mãe nunca foram muito próximas, mas quando uma carta, há muitos anos perdida, chega em uma tarde de domingo, Edie começa a suspeitar que a distância emocional da mãe disfarça um antigo segredo. Obrigada aos 13 anos a partir de uma Londres evacuada, durante a Segunda Guerra, a mãe de Edie é escolhida pela misteriosa Juniper Blythe e levada para viver com a família dela: suas irmãs gêmeas e o pai, Raymond, autor do clássico de literatura infantil de 1918, A verdadeira história do homem de lama. No imponente e glorioso castelo, um novo mundo se abre para Meredith. Ela descobre os prazeres dos livros, da fantasia e da escrita, mas também, em última análise, os perigos.

Cinquenta anos mais tarde, quando Edie busca as respostas para o enigma da mãe, também ela é atraída ao castelo Milderhurst e às excêntricas irmãs Blythe. Agora idosas, elas ainda vivem juntas, as gêmeas cuidando de Juniper, cujo abandono pelo noivo em 1941 a fez mergulhar na loucura.

Desvendando o passado da mãe, Edie percebe que há outros mistérios ocultos nas pedrasdo castelo, e ela está prestes a descobrir muito mais do que esperava. A verdade do que aconteceu nas horas distantes esteve esperando muito tempo para que alguém a revelasse.






Kate Morton

Cresceu nas montanhas do sudeste de Queensland, Austrália. Formou-se em arte dramática e literatura inglesa, e atualmente é candidata ao doutorado na Universidade de Queensland. Seus dois primeiros romances, A casa das lembranças perdidas e O jardim secreto de Elisa, publicados pela Rocco, foram bestseller na Austrália, nos Estados Unidos e em vários países europeus. A autora vive com o marido e os filhos em Brisbane






RESENHA das irmãs Blythe: Gersonita Paula

Pronto... Acabei de ler o livro AS HORAS DISTANTES de Kate Morton. Estou 'encantada' pela proeza e sensibilidade da Kate e ao mesmo tempo 'triste' pela densidade dos personagens. Pelas dores de cada um deles. E ela, a Kate, começou esse livro querendo apenas escrever sobre três irmãs que moravam em um velho castelo. Pois é, ela queria apenas as três, rsrs, mas é impossível... Eu me senti ali dentro também! Somos levada pela essência da história criada por essa escritora a passar a habitar os espaços das folhas e dos cantos de cada página, com cada um dos personagens, principalmente quando um nos cala mais forte. Somos levadas a conhecer a palmo o caminho íngreme até aquele teimoso castelo! Onde as horas distantes sussurravam seus segredos... Passei toda a tarde envolvida em todas as sensações que caíram sobre mim. Minha irmã Gildete, leitora mais assídua que eu, me fitou e disse: "É... você está triste, por causa do livro" Respondi: "Amei o livro. Estou triste por causa da dor de Saffy Blythe e das ausências de Percy Blythe." As irmãs Blythe. Habitantes do castelo Milderhurst..

É um livro que lerei novamente, caso minha vida caiba. E sei, que em todas as vezes que o fizer, irei sofrer e chorar da mesma forma que vivi isso durante parte deste mês de Janeiro.

Um livro tem que fazer isso mesmo. tem que mexer na nossa calma e sair 'inventando ventanias' nas nossas emoções. Ler por ler, apenas como um exercício cerebral, não me prende. Eu tenho que me misturar aquilo tudo ali. Tenho que ser um deles. tenho que me envolver e sorrir, e chorar... Seria maravilhoso se fora da ficção isso também fosse sempre e totalmente possível. Por mais que se queira, uma é a dor inventada, embora detalhadamente trabalhada, outra é a dor que deveras se sente...


Fecho os olhos e pareço ouvir o pingar de cada gota de chuva nas grandes tempestades vivenciadas no cume da montanha onde o castelo fora plantado... "a chuva, ele sentia cada gota separadamente, como música, cordas sendo dedilhadas, uma melodia complexa sendo tocada. Eram lindas e ele se perguntou por que nunca tinha percebido isso antes..." (pág 617)

Li e INDICO.


(Gersonita Paula)


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